Meu nome não é Carol Custodio. Isso é apenas um atalho para um nome enorme. Nasci em 1978, pernambulista em soterópolis. Meus pais se conheceram no elevador da firma onde trabalhavam, em Recife. Minha mãe pernambucana, meu pai paulista, sempre em trânsito, indo atrás do sustento. Moramos – eu, meus pais, meus 3 irmãos – em várias casas e apartamentos, das mais variadas dimensões, cheiros e cores, em São Paulo, em Salvador (minha terra, onde moro neste instante em que escrevo, com marido, amigos e uma gata), em Fortaleza e de volta e partindo. Era sempre assim, quando me acostumava a um lugar e às pessoas do lugar, a família se mudava e até hoje me sinto ocupando os espaços transitórios, eixos de interseção, fico no meio do salto. Nesta vida de puro movimento, circular, desenvolvi um gosto por elementos paradoxais, que relaxam e que animam, simultaneamente. Mudanças são sustos, é aquele instante em que se é convocado para aprender, de frente para o novo, para a differànce. Mas, voltando aos gostos. Gosto de comidas picantes, coisas antigas e dispositivos novos. De gatos, esses desobedientes inveterados, esculturas móveis. De filmes, mas não posso enumerá-los. Da mesma forma, de livros. Dá-me um livro e te direi quem poderias ser. Gosto de escrever. Isso dói um bocado quando você também tem uma aptidão louca para o desenho – e seus pais dizem que você poderia ser um artista plástico; e dói um bocado mais quando você descobre que a fotografia pode dar vazão à arte em um menor tempo. E, por fim, dói mais que demais vivermos em um sistema em que devemos escolher uma especialidade. Por isso, não esperem uma especialista monocórdia aqui, porque eu falhei nessa esperteza da vida. Meu perfil psicológico é ENTJ. Dizem que isso é bom. Pesquise no G••gle, não quero estragar sua jornada. Reflito mais do que o tempo permitido. Uns acham que sou lerda (geralmente são pessoas que não vão continuar na minha vida), outros veem nisso uma estratégia, uma camuflagem. Mas também tenho meus repentes, largo tudo e vou embora, saio no meio da festa, mudo de opinião. Opinião. Gostaria de preferir não me meter, mas é quase impossível, eu me meto. Tenho manias. De ler trechos de livros para as pessoas; algumas gostam, a maioria não. De não ter horário para nada. Tenho problemas com a palavra “não” em diversas instâncias. Mas acho que todo mundo é meio assim com a palavra não.
Todos os dias fico entre aulas, ilustrações, revisões de textos, traduções, alguma produção literária e leituras. E há os momentos da fotografia do mais puro amadorismo. Estou cursando o mestrado em tradução intersemiótica no Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia, UFBA e me preparo para o doutorado. palavras-chave: cinema, Shakespeare, Tradução intersemiótica, pós-estruturalismo. + e-mail: accustodio@gmail.com + msn: gwynderwen@hotmail.com
Catching Elephant is a theme by Andy Taylor
Oscar Wilde (1854 - 1900), The Soul of Man Under Socialism
me permiti conjugar o verbo criar no lugar do verbo reagir.
tentativa milésima de tocar adiante a pedra; pomo escalado na área do vizinho, corre-se, estanho, estranho, vespanho, castanho, castigo, castiço, vespas, olhos mordidos, tentativa milésima de concentração na ação; lá vem pedra. tentativa. não se sabe até quando. tentativa.
ela sentou no quintal dos outros e pensou: ______________________________________.
enquanto os instantes são o acúmulo irrepreensível do desdobramento sobre si mesmos, enquanto isso, sou apenas pessoa leitora, vou lendo, durmo e acordo: lendo.
aquele vazio que diz que não existe. as horas são o instante de todos os instantes enquanto o pano não se move; ficamos à meia-pintura, atores malensaiados, querendo iniciar espetáculo.
Eu e “O Pequeno Livro do Rock”, de Hervé Bourhis, publicado no Brasil pela Conrad. Um passeio genial: a linguagem dos quadrinhos, que foi muito beneficiada pelo rock, devolvendo à cultura essa história que é, em geral, contada aos pedaços em programas especiais de tv e rádio. Um encontro definitivo que usa como gatilho as capas dos discos dos artistas de maior relevância entre os anos de 1915 e 2008. Definitivamente, uma enciclopédia cheia de humor, surpresa e saudades.
Presente de aniversário do @Maren_Rique
:-P
Oscar Wilde (via quote-book)